segunda-feira, 26 de julho de 2010

Depois dos Furos

Construo um altar ao meu deus e
uma fortaleza salina com os grãos que
deixaste, deixamos cair

Nenhum mar morto foi tão
salobre quanto a água que me
escapa do rosto e atinge a grama

Tinha de ser circular e de sal,
barreira para ferrão e exoesqueleto
– quem sabe morre a indecisão

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De que adianta?
Água e sal agora
Temperam-me os olhos

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